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Prolongar para quê?

Já quanto ao adiamento proposto por parte do PSD, creio que todos já percebemos que o seu alcance e motivação nada tem a ver com a pandemia. Tem tudo a ver com ganhar na secretaria 60 dias para melhor escolher e preparar candidatos.

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    • 21:36 | Sábado, 20 de Março de 2021
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    Depois da experiência da eleição para a Presidência da República no pico da pandemia que correu em termos francamente positivos, é com alguma estupefação que vejo a proposta/opinião do Ministro Eduardo Cabrita de se realizarem as eleições Autárquicas em dois fins-de-semana.

    Felizmente, vários partidos já se mostraram contra e propuseram que, melhor do que em dois fins-de-semana diferentes, se pensasse no mesmo fim-de-semana, mas em dois dias consecutivos.

    Contudo, a meu ver, não há qualquer necessidade de tal acontecer, nem numa forma nem na outra.


    Não será mais fácil e mais profícuo simplesmente duplicar mesas de voto e prolongar o período de votação?

    Evitam-se problemas e dúvidas que já foram suscitadas, dando, ao mesmo tempo, instrumentos para que a população se sinta segura na hora de cumprir o dever cívico e celebrar a democracia.

    É verdade que haverá, com certeza, uma maior participação nestas eleições. Por norma, estas são as eleições com menor abstenção que rondou, em 2017, os 45% e 47% em 2013.

    As eleições Presidenciais deste ano tiveram menos 500 mil votantes que as anteriores, o que se justifica pela pandemia mas, talvez com maior relevância, com o facto de ser uma reeleição mais do que previsível.

    Transpondo e extrapolando números para as eleições autárquicas, entre a maior afluência às urnas em eleições autárquicas, o aumento natural e preocupante da abstenção, poderemos prever, numa perspectiva optimista, que da eleição de Janeiro para a de Outubro haja mais um milhão de eleitores a votar.

    Será que esse acrescento justifica dois dias de eleição? Ou justifica medidas concretas para que haja uma votação segura tanto para os eleitores como para a própria eleição?

    Não terá menos custos e melhores resultados ter uma presença mais musculada de mesas de voto e escrutinadores do que ter eleições em dias diferentes?

    A mim parece-me lógico e racional, ao contrário da posição do sr Ministro.

    Já quanto ao adiamento proposto por parte do PSD, creio que todos já percebemos que o seu alcance e motivação nada tem a ver com a pandemia. Tem tudo a ver com ganhar na secretaria 60 dias para melhor escolher e preparar candidatos.

    Aliás, a experiência das eleições Presidenciais também serve para dizer que foi um erro do Presidente da República marcar para o último dia possível estas eleições.

    Não caiamos no mesmo erro, temos de aprender.

     

     

     

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