Em entrevista de 8 de Fevereiro à newsletter Business Insider Italia*, o líder do Chega refere-se ao PSD, partido do qual é oriundo e o qual deixou para criar o Chega.
“Sr. Ventura, de onde veio a sua ideia de fundar um partido, a sua experiência passada no PSD foi decepcionante ou pensou que de algum modo em Portugal havia espaço para uma formação nova e certamente mais extremista?”, pergunta o jornalista…
“Em dado momento da minha experiência com o PSD, percebi que era mais um partido do sistema e que não mudaria sua narrativa política e, portanto, jamais serviria aos verdadeiros interesses do país. É neste sentido que saio do PSD e crio o CHEGA para romper com este sistema e ser um partido de portugueses e para os portugueses, que não existia no panorama político nacional.”
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Quais são as principais ideias que não compartilhou com o PSD, segurança, crime, justiça, imigração, família, economia?, pergunta o jornalista…
“Sim também, claro. O PSD tem muito medo de falar em profundidade sobre estas questões, em particular sobre a prisão perpétua e o trabalho forçado para reclusos, ao contrário do que deveria fazer um verdadeiro partido de direita porque está preso a um passado de governo incluído neste sistema e por isso está demasiado ligado ao politicamente correcto, o que o impede de assumir quais são as reais necessidades dos portugueses em termos de segurança e prevenção da criminalidade e mesmo da imigração ilegal, o que é um assunto grave, porque se trata de crimes de tráfico de pessoas.”
Mais adiante acrescenta…
“O Chega não é um partido de extrema direita, mas um partido anti-sistema que nasceu para se opor a uma classe política decadente e corrupta.”
A Rui Rio compete “engolir o sapo” e estender a passadeira vermelha para acolher as tonitruantes hostes do Chega, decerto limpas de qualquer vestígio de decadência e corrupção.
*Business Insider, é a versão italiana da newsletter americana de notícias sobre tecnologia, finanças, mercados e negócios.
(Foto DR)