Nunca na história dos EUA houve um truão tão patético como Donald Trump.
Com ele a política baixou à latrina ou ao cano de esgoto.
Ontem, num comício no estado de Wisconsin, que tem como governador o democrata Tony Evers, o presidente e candidato à presidência Donald Trump esmerou-se no achincalhamento, na mesquinhez, na vileza e na soez pantomineirice.
Com as “trumpolineiras” e habituais graçolas de cómico de 5ª categoria, fez do seu comício mais um momento para mostrar ao mundo a constrangedora imagem de como pode ser o líder de uma das maiores potências planetárias.
E porém, milhões de norte-americanos votaram neste “malevolent clown”, identificando-se com o homem e o seu estilo. O que, na nossa perspectiva, gera uma imagem de total descrédito deste país perante o mundo inteiro e mais, a pior imagem de um eleitorado, sejam ou não milhões, que se revêm neste vaudeville de sarjeta.
Isto já não é uma questão da árvore fazer ou não a floresta, isto é a irreversível inauguração de uma nova era política com um discurso e uma comunicação ao nível da mentira e do baixo insulto, perante milhões de cidadãos com um substrato social, cultural e político ao nível dos mais estultos princípios, nos quais se incluem todas as crendices, fobias, ódios, frustrações, pseudo supremacias… e de onde emerge incontida uma latente violência, mais ao jeito das piores seitas sulistas dos anos 20, 30 e 40… do que de um país democrático do século XXI.
Este escrito não tem a ver com democratas versus republicanos. Tem a ver com um sociopata que é presidente dos EUA e se recandidata a novo mandato, um flop, sem argumentos, ignorante, mentiroso, autocrata e obsceno no seu agir. Pior, é ter ainda a hipótese de ser reeleito…
Ademais, como há dias lhe saiu intempestivamente numa entrevista, e depois de muito o negar, é detentor de uma dívida de 400 milhões de dólares ao fisco, o que faz dele, que mais não seja, um candidato não à Casa Branca mas a prisioneiro em Alcatraz.