Num tranquilo jardim, limitado por uma cerca de alfazema, floresciam as mais belas e diversas flores. Entre elas, destacavam-se pela sua beleza uma camélia chamada Carmela e uma rosa perfumada de nome Rosália.
Carmela era uma camélia de pétalas vermelhas e perfeitamente arrumadas. Ela passava horas admirando-se no espelho d’água do lago do jardim, elogiando sua beleza e almejando ser o centro das atenções.
Rosália, por outro lado, era uma rosa de um rosa intenso e delicado, cujo perfume doce e suave enchia o ar ao seu redor. Ela emanava uma aura de calma e serenidade, sempre acolhendo as abelhas e borboletas que vinham visitá-la.
Um dia, durante uma tempestade forte, o vento soprou com tanta força que Carmela acabou se desprendendo do seu caule e caindo no chão, ferida e desamparada.
Rosália, vendo a situação, estendeu seus espinhos delicadamente e ajudou Carmela a se erguer e se recuperar.
A partir desse dia, uma nova compreensão floresceu entre as duas. Carmela percebeu que a verdadeira beleza não está apenas na aparência externa, mas também na força interior e na bondade de coração. Rosália aprendeu que a vaidade não é necessariamente um defeito, mas pode ser equilibrada com humildade e empatia.
Assim, Carmela e Rosália tornaram-se grandes amigas, compartilhando suas qualidades únicas para tornar o jardim ainda mais belo e harmonioso.
E juntas, camélia vaidosa e rosa perfumada, ensinaram aos outros habitantes do jardim que a verdadeira amizade vai além das diferenças e preconceitos, florescendo na aceitação e no apoio mútuo.
Ondina Freixo