Não me recordo de ter ficado tão satisfeito com a atribuição de um Óscar. Habitualmente, nem dou grande relevo à cerimónia do glamour na passadeira vermelha e respetivo “circo” mediático…
A edição, deste ano, teve um motivo especial, como já referi em texto anterior, a nomeação para melhor atriz de Julianne Moore, com a interpretação no filme “O Meu Nome é Alice.” Fiz claque para que a atriz de 53 anos ganhasse a sua primeira estatueta dourada. Ganhou! Parabéns!
De facto, pude constatar, hoje mesmo, numa sala de cinema do Forum Viseu, que a sua interpretação de uma doente precoce com a doença de Alzheimer, no filme realizado por Wash Westmoreland e Richard Glatzer, é tão sublime quanto “tocante”.
ALICE:
“ – Aprendo todos os dias a arte de perder”.
“ – É uma sensação infernal, mas piora.”
“ – Para não perder de vista quem fui, amanhã posso já não me lembrar…”
JULIANNE MOORE:
”Só de pensar que durante anos o Alzheimer foi considerado um problema normal do envelhecimento. E não é. Às vezes as pessoas até desculpam os mais velhos dizendo, ‘Ah, tem 80 anos…’. Mas não é assim. Eles têm uma doença.” (Sol, 22/02/2015)
Prepare-se para ver um filme que não o deixará indiferente.
Duro, muito duro!
Perder é difícil, seja em que circunstância for!
Perdermo-nos enquanto pessoas, não sabermos quem somos, onde estamos, com quem estamos, não reconhecermos quem amamos e quem nos ama, obriga a “aprender a arte de perder”.
Caro leitor, não perca o filme e a magnífica interpretação de quem tudo fez para recordar: “O Meu Nome é Alice”.